Sim, mas temos aí um problema, e se o organismo não conseguir fazer esse trabalho ?
 

Estaremos então diante de uma limitação, o medicamento informa mas o organismo não consegue responder, todavia a ausência de resposta é uma situação muito rara porque se o ser está vivo sempre um movimento aparece. Nestas situações as respostas costumam ser parciais, o organismo conserta aquilo que pode ser consertado, o medicamento homeopático não vai fazer o trabalho que o organismo não consegue fazer. Neste - consertar o que pode -, vários sintomas tornam-se menos incomodativos, a condição geral do paciente apresenta leve melhoria e os sintomas psíquicos diminuem em intensidade. Tomando como exemplo o doente diabético percebemos melhorias em sua pele, nos locais onde aplica a insulina, em seus sintomas de neurite, do sono, no alimentar-se, em seu psiquismo, resistência maior às situações que o fazem adoecer, etc., mas continuará necessitando de sua insulina diária porque não consegue mais produzi-la em quantidade suficiente, seu pâncreas não tem mais conserto. Mesmo assim, em alguns diabéticos notamos que sob tratamento homeopático passam a necessitar de menores quantidades de insulina e em muitos uma diminuição significativa de seus hipoglicémicos orais. Isto acontece porque estão melhores como doentes. Esta explicação aplica-se também aos doentes que desenvolvem cânceres, doenças de auto agressão como tireoidites, esclerose múltipla, lupus, imunodeficiências congênitas ou adquiridas, doenças hereditárias, etc.

Dr. Matheus Marim
Médico Homeopata
e-mail: mmarim@dglnet.com.br