POR QUE ADOECEMOS ?


Autora: Dra. Elba Garber


Sem dúvida alguma mais de uma vez nos perguntamos sobre isso. Por que duas pessoas que estiveram no mesmo ambiente receberam a mesma alimentação e descansaram durante as mesmas horas, não desenvolvem enfermidades idênticas ? Por que uma adoece e a outra não ? Podemos pensar por acaso que os vírus, bactérias, etc. descriminam ? Atuam de acordo a causalidade ? Por que dois irmão criados na mesma família, cuidados de maneira idêntica, um tem asma e outro não ? Se reduz tudo a uma predisposição fisiológica ?

Os questionamentos dos porquês de nossas enfermidades não manifesta apenas curiosidade, mas é uma preocupação de médicos e pacientes para responder, podemos até justificar pela lei da causalidade, podendo ser um determinismo genético ou aceitar a aleatória eleição dos germens.

Sem dúvida as explicações que impedem avançar na cura não nos satisfazem completamente. Se tudo acontecesse ao azar ou por causa da genética, nada mais poderíamos fazer do que esperar.

Concordamos que existe uma condição fisiológica; mas se o homem foi criado saudável, cresceu e se desenvolveu em tal condição, porque em determinado momento de sua visa sem causa aparente começa a desenvolver quadro inflamatórios parecendo captar todos os vírus e bactérias que se encontram no ambiente ? É isto obra da causalidade ou alguma coisa nele se modificou prévia e imperceptivelmente ? E se houve uma mudança ou aconteceu realmente alguma coisa imperceptível ?Ou pensaríamos que não prestou atenção aos indícios ? Será que aprendeu a ouvir o seu ser ao ainda não aprendeu a escutar-se e apenas o faz quando seu corpo já esta doente ?

Mais de uma vez, seguramente procuramos o médico porque não nos sentimos bem e sem dúvida ele também não consegue localizar os nossos mal-estares.

É alguma coisa impossível de localizar, não é uma dor, mas uma sensação de desarmonia.

O profissional então, sem um sintoma evidente solicita uma longa lista de exames que espera possam indicar se existe alguma doença que ainda não se manifestou de maneira clara.

Quando visitamos o médico novamente, ele sorridente nos diz que estamos bem e todos os órgãos funcionam perfeitamente e que talvez aquilo que estejamos sentindo seja apenas cansaço e esgotamento. Recomenda-nos umas férias, prescreve algumas vitaminas e assim ambos ficam tranqüilos e satisfeitos.

Mas, ao chegar em casa percebemos que a irritabilidade persiste, que a angustia e um desassossego continuam, apensar de uma lista de exames nos dizerem que estamos bem.
Mas não nos sentimos bem. Então o que acontece ? Voltamos ao médico ele adiciona um tranqüilizante à receita que durante um certo tempo até parece minorar o nosso sofrimento, mas, com o tempo a medicação mostra-se insuficiente, às novas visitas médicas será trocado por medicamentos mais potentes até que ao final novos exames de laboratórios acabam nos informando sobre alguma doença que possa ser rotulada.

São os sintomas iniciais da desarmonia que surgem quando os exames laboratoriais nada demonstram que nos dão a pista de que algo mais profundo deve ser buscado na intimidade profunda do ser, em seu psiquismo, pesquisando seus sentimentos, suas frustrações, pois ai é que se esconde o início de toda a desarmonia.

É claro que todos nos nascemos com um grande número de - defeitos de fabricação -, que ao longo da vida manifestar-se-ão mais cedo ou mais tarde, sempre dependendo dos fatores que quebrarão a harmonia do individuo.

O adoecer está intimamente ligado à nossa vida emocional.

Texto adaptado para a BVS-Ho. por Dr. Matheus Marim
Revista Homeopatia para Todos, AMHA, Argentina, n. 3, Ano I, Agosto/Setembro-1994


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