Título: Efeito do tratamento homeopático sobre o comportamento do adoecer crônico, em uma comunidade carente, alvo de programa social, na periferia da cidade de São Paulo, no período de ago/2004 a mar/2006.


Autor
: BAROLLO, CR[1]       


Co-Autores
: ALVES, D[2]; BIGNARDI, FAC[3]; DÈCOURT, I; FREITAS JR, V; HUBNER, V; RAMOS, MFP; RIMOLI, MF; ROMANO, ML; SANTOS, GM[4].


Instituição
: Associação Comunitária Monte Azul e NEPH – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia - UNIFESP


Delineamento:
estudo prospectivo do tratamento homeopático de uma comunidade carente da periferia de São Paulo.


Objetivos
: demonstrar a eficácia do tratamento homeopático nas doenças crônicas.


Resumo
: Resultado da atuação clínica homeopática, por um período de 18 meses, junto a uma comunidade carente da periferia da cidade de São Paulo, situada no Jardim Horizonte Azul, alvo de programa social desenvolvido pela Associação Comunitária Monte Azul há cerca de 23 anos. O trabalho é avaliado sob vários aspectos: médicos (nosológico e clínico), psicopedagógico, econômico  e sociológico. Também são avaliados aspectos relativos aos medicamentos e potências utilizados, testes de qualidade de vida e de desempenho escolar, custo dos recursos humanos e medicamentosos, exames complementares e internações antes e após o tratamento, e aspectos relativos à interferência da Homeopatia no comportamento social e na percepção da realidade e violência social vivenciados pelos atendidos.

 

1.      Introdução

Em abr/04, a Associação Comunitária Monte Azul, que desenvolve seu trabalho na linha antroposófica, procurou o Dr. Corrado G. Bruno (atual presidente da LHI), solicitando a indicação de um médico homeopata para dar atendimento à comunidade do Jardim Horizonte Azul, a ser  contratado com recursos de financiamento externo. Esta iniciativa sinaliza para o fato de que é perfeitamente possível e desejável um trabalho de cooperação entre a Antroposofia e a Homeopatia. Em agosto/2004, foi contratado um profissional homeopata para dar atendimento às crianças com 6 anos ou mais e aos adolescentes de 15 a 18 anos, pelo período de 12 meses, que foi prorrogado por mais 6 meses.

 

2.      A Associação Comunitária Monte Azul (ACMA)

O histórico da Associação Comunitária Monte Azul e o trabalho desenvolvido no Jardim Horizonte Azul (JHA) estão descritos no Anexo I.

 

3.      Estratégias e Metodologia

O período de atendimento estudado teve início em 05/08/2004 e terminou em 31/03/2006. A carga horária do atendimento foi de sete horas uma vez/semana, com suspensão das atividades durante 21 dias no mês de julho e 45 dias nos meses de dezembro e janeiro de cada ano. Nestes períodos de recesso das atividades, os pacientes receberam orientação médica por telefone.

 

O trabalho começou com uma triagem inicial durante as primeiras seis semanas,  quando as crianças e os adolescentes foram atendidos somente com a presença dos pais ou responsáveis (para os maiores de 14 anos a presença dos pais podia ser dispensada), com preenchimento de Ficha Clínica elaborada para este fim (Anexo 2), para estabelecer as prioridades clínicas e psico-comportamentais (I, II  e III) de atendimento, utilizando-se critério exclusivamente clínico de gravidade dos casos e experiência do profissional homeopata, em virtude da indisponibilidade de exames subsidiários.

 

A técnica de atendimento e tratamento constou de anamnese e registro detalhado dos sintomas, historia biopatográfica, antecendentes pessoais e familiares, com condução dos casos e aplicação de tratamento homeopático exclusivamente unicista, a partir da perspectiva hahnemanniana-kentiana, com prescrição de doses únicas em glóbulos ou em doses líquidas repetidas, com sucussão antes de cada tomada.

 

As consultas foram realizadas, sempre que possível, com a presença dos pais ou responsáveis e o registro dos atendimentos foi realizado em folhas individuais simples e numeradas. Foi fornecido o telefone do médico a todos os pacientes, para orientação nas intercorrências fora do dia de atendimento. Foram utilizados durante os atendimentos, para estudo e repertorização dos sintomas,  o Repertório de Sintomas Homeopáticos (Ribeiro Filho, A.), e o Tratado de Matéria Médica Homeopática (Vijnovsky, B., traduzido por Macedo, H.H.) doado pela Editora Organon.

 

As consultas foram agendadas previamente pela atendente e pela coordenadora do Núcleo do JHA, e os pais foram avisados com alguns dias de antecedência, por escrito.

  • Tempo de consulta previsto:

o        Primeira consulta de crianças – 30 minutos

o        Primeira consulta de adultos – 60 minutos

o        Retorno de crianças -  5 a 20 minutos

o        Retorno de adultos – 10 a 40 minutos

·         Freqüência das consultas prevista:

o        Inicial

o        Retorno após 1, 2 ou 3 semanas, quando necessário.

o        Retorno após 30  - 60 – 90 dias de acordo com a evolução

o        Intercorrências:  atendimento telefônico ou consulta eventual

 

Foi aplicado o Teste de Qualidade de Vida CHQ-PF50 (Versão original - Landgraf, J.M. and Ware, J.E., 1999, com validação cultural cruzada e adaptada por Machado, C., Ferriani, V., Silva, C.H., Melo-Gomes, J.A.), específico para a faixa etária de 0 a 18 anos, na triagem inicial e após 1 ano. Os testes foram respondidos pelos pais em casa ou com orientação e supervisão da atendente do ambulatório do JHA.

 

Foi aplicado também o Teste de Desempenho Escolar (TDE), de Stein (1994),  às crianças de 7 a 14 anos em duas oportunidades, com intervalo de 6 meses entre cada aplicação.

 

Os medicamentos foram fornecidos pela Farmácia Homeopática Estadual de Pinheiros (um frasco em glóbulos de cada). Foram escolhidos 78 medicamentos da lista de 88 medicamentos disponíveis na farmácia, nas potências 6, 12, 30, 100 e 200 CH. Os medicamentos não pertencentes à lista, e potências não disponíveis na Farmácia Estadual, foram gentilmente cedidos pela Farmácia Sensitiva, sob a responsabilidade da Dra. Márcia Gutierrez.  Os frascos, conta-gotas e tampas para dispensação dos medicamentos foram adquiridos pela ACMA; para dispensação dos medicamentos em gotas foram utilizados frascos de 15 ml, previamente envasados pela Farmácia Estadual com solução hidro-alcoólica a 15%, aos quais foram adicionados de 5 a 12 glóbulos do medicamento indicado, preparados e etiquetados, sempre pelo próprio homeopata, logo após cada consulta. As doses únicas em glóbulos foram administradas logo após a consulta, sempre pelo próprio homeopata.

 

Exames complementares: foi prevista a utilização, quando necessária, dos recursos de saúde municipais da área.

 

4.      Resultados

4.1 Classificação dos resultados

a) Os resultados se referem ao atendimento homeopático realizado entre set/04 e mar/06. Os pacientes foram divididos em três categorias de acordo com o tempo de tratamento:

·         Grupo I – pacientes que iniciaram o tratamento entre 16/09/04 e 31/03/05 – 12 a 18 meses

·         Grupo II – pacientes que iniciaram o tratamento entre 01/04/05 e 30/09/05 – 6 a 12 meses

·         Grupo III – pacientes que iniciaram o tratamento entre 01/10/05 e 31/03/06 - < 6 meses

 

b) Os pacientes também foram classificados em outras três categorias:

·         Pacientes em Tratamento Regular (TR) – neste grupo foram incluídos os pacientes que compareceram regularmente a três ou mais consultas agendadas, acompanhados dos pais ou responsáveis, no caso de crianças até 12 anos, ou desacompanhados, no caso de maiores de 12 anos.

·         Pacientes em Tratamento Irregular (TI) – neste grupo foram incluídos os pacientes que compareceram de forma irregular a três ou mais consultas agendadas, acompanhados dos pais ou responsáveis, no caso de crianças até 12 anos, ou desacompanhados, no caso de maiores de 12 anos, ou as crianças de até 12 anos que foram às consultas sempre desacompanhadas dos pais ou responsáveis. Em todos os casos, a avaliação do resultado da aplicação do tratamento ficou prejudicada pela falta de informações precisas.

·         Abandonos – estes foram divididos em dois subgrupos: 1) que abandonaram o tratamento após a primeira consulta e 2) que abandonaram o tratamento após 2 ou mais consultas. As causas de abandono que conseguimos detectar foram: negligência dos pais ou falta de interesse dos pais, mudança de bairro, saída da ACMA, falta de confiança no tratamento homeopático, motivo religioso, falta de compreensão do objetivo do tratamento, falha ou negligência da auxiliar de sala, crianças que melhoraram e os pais não retornam porque a criança estava bem. Este último motivo ficou evidenciado nos últimos meses do atendimento, em pacientes que retornaram após mais de um ano porque estavam bem.

 

4.2 Descrição dos Resultados

A distribuição das crianças e adolescentes atendidos pela ACMA no JHA, em São Paulo, segundo faixa etária e ano de atendimento, e do total dos atendimentos, segundo Sexo X Faixa Etária, estão detalhadas nas Tabelas 1 e 2 do Anexo 3. A ACMA atende em média 400 crianças e adolescentes de 0 a 18 anos/ano.

 

A população alvo de tratamento homeopático (de 6 a 18 anos), durante o período de 18 meses, foi em média de 250 / ano, com predominância da faixa etária de 7 a 14 anos (66%).  Foram atendidos e tratados 141 crianças e adolescentes (56,4% da população alvo), que demandaram 749 consultas (média de 5,3 consultas/paciente); além destas, foram atendidas também 13 crianças menores de 6 anos em situações de urgência (atendidas normalmente por médico pediatra antroposófico) e 56 adultos (funcionários, monitores, pais, amigos do bairro e estagiários estrangeiros), totalizando 1035 atendimentos. A distribuição do total de crianças e adolescentes de 6 a 18 anos em tratamento no período de set/2004 a mar/2006, segundo Tempo de Tratamento X Número de Consultas, estão detalhadas na Tabela 3 do Anexo 3.

 

A distribuição das crianças e adolescentes de 6 a 18 anos em tratamento no período de set/2004 a mar/2006, segundo Tempo de Tratamento X Sexo X Faixa Etária, está detalhada na Tabela 4 do Anexo 3. Na distribuição por faixa etária e sexo, houve predominância do sexo feminino (57%) sobre o masculino (43%),  e da faixa etária de 7 a 14 anos (81%).

 

No período de 18 meses atendimento, em média de 20,7% dos pacientes agendados faltaram às consultas; as intercorrências representaram 30% do total de atendimentos no período estudado (Tabela 5 do Anexo 3).

 

Dos 78 medicamentos solicitados inicialmente à Farmácia Estadual de Pinheiros, somente 28 foram utilizados; foram solicitados à Farmácia Sensitiva, mais 3 medicamentos (Avena sativa 1CH, Dioscorea vilosa. 30 e 200CH, Nitric acidum 30 e 200CH), totalizando 81 medicamentos disponíveis com utilização de 31 (38%). Os medicamentos foram prescritos 45% das vezes em doses únicas e 55% das vezes em doses líquidas repetidas.

 

Tabela I – Distribuição dos 31 medicamentos utilizados, segundo as potências prescritas, no período de set/2004 a mar/2006.

 

Medicamentos

 

1

6

12

30

100

200

250

300

500

M

10 M

50M

T

Medicamentos  em  CH

0

21

48

225

21

148

0

0

0

0

0

0

463

Medicamentos

em CH *

14

0

2

2

0

3

22

15

29

25

-

-

112

Medicamentos  em   FC*

0

0

0

0

0

0

0

0

0

6

12

6

24

total

14

21

50

227

21

151

22

15

29

31

12

6

599

*fornecidos pela Farmácia Sensitiva

 

As potências mais prescritas foram a 30CH e 200CH. Em 90% dos casos o tratamento foi iniciado com a prescrição da potência 30CH, seguida pela 200CH; em alguns pacientes, houve necessidade de prescrição progressiva de potências mais altas.

 

Tabela II -  Distribuição dos medicamentos e potências mais utilizados, segundo o número de prescrições.

 

Medicamentos

Potências

 

30

200

250

300

500

M

10M

50M

Calcarea ostr.

19

22

9

5

5

1

1

1

Lachesis trig.

22

22

0

0

8

3

1

1

Natrum mur.

11

11

0

0

2

4

1

0

Nux vomica

12

8

0

0

0

1

1

0

Phosphorus

31

31

3

2

3

3

0

0

Pulsatilla nigr.

16

7

0

0

0

1

0

0

Silicea terra

12

11

3

1

1

2

2

1

Sulphur

35

26

0

2

4

3

1

0

total

148

138

15

10

23

18

7

3

 

Na grande maioria dos casos foram prescritos os chamados medicamentos policrestos,  incluindo os 8 medicamentos mais utilizados, que foram prescritos em 72% dos pacientes atendidos.

 

Os diagnósticos clínicos mais encontrados nos pacientes de 6 a 18 anos, classificados pelo CID-10, foram:  as doenças do aparelho respiratório de vias aéreas superiores e anexos (incluindo rinite, sinusite, otites e amidalites de repetição, conjuntivite crônica) em 42% dos pacientes atendidos e das vias aéreas inferiores (incluindo laringite e bronquite crônica) em 38% dos casos; os distúrbios gastrintestinais (incluindo gastrite, cólon irritável, verminoses, constipação) em 34%; enxaquecas e outras cefaléias (diárias em 20% dos casos) em 46% dos pacientes; inquietude e comportamento agressivo em 30%; distúrbios do sono (incluindo insônia, terror noturno, sono agitado) em 25%; pesadelos e ilusões (incluindo visões) em 50% dos pacientes; obesidade em 10%; dores musculares e ósseas em 23%.

 

Foram diagnosticadas e tratadas outras patologias em menor freqüência: anemia, cáries dentárias, infecção urinária, dismenorréia e irregularidades menstruais, cinetose e epilepsia, entre outras, e um caso de porfiria.

 

Embora sujeito a críticas, todos os diagnósticos foram exclusivamente clínicos, devido à grande dificuldade de acesso da população aos recursos locais do SUS e à dificuldade de deslocamento para outros equipamentos de saúde regionais por dificuldades econômicas. Em apenas 2 casos foram solicitados  exames complementares (Urina I).

 

Tabela III – Distribuição dos pacientes atendidos e tratados de 6 a 18 anos, segundo a melhora Total ou Parcial da sintomatologia, após tratamento homeopático, no período de set/04 a mar/06.

 

 

G-I

TR

G-I

TI

G-II

TR

G-II

TI

G-III

TR

G-III

TI

TOTAL

TR+TI

 

 

%

%

%

%

%

%

N

%

Melhora da totalidade dos sintomas

 

18

 

53

 

7

 

44

 

18

 

86

 

6

 

54

 

2

 

40

 

2

 

66

 

53

 

59

Melhora parcial dos sintomas

 

16

 

47

 

9

 

56

 

3

 

14

 

5

 

46

 

3

 

60

 

1

 

34

 

37

 

41

Total

 

34

100

16

100

21

100

11

100

5

100

3

100

90

100

                             

 

Nos 3 Grupos, o número de diagnósticos iniciais, de acordo com o CID-10, variou de 2 a 19 diagnósticos diferentes em cada paciente, e após o tratamento homeopático reduziu-se para 0 a 7 diagnósticos diferentes, demonstrando claramente a grande eficácia do tratamento homeopático no tratamento das doenças crônicas mais comuns. O número de medicamentos prescritos, seqüencialmente, para obter a melhora total dos sintomas, variou de 1 a 4. Houve melhora total da sintomatologia com apenas um medicamento em 59% dos pacientes (Grupos I+II+III).

 

Não podemos falar em cura dos pacientes e sim de melhora da Totalidade Sintomática (TS), porque devido às condições sócio-econômicas e sanitárias em que vivem, será necessário ainda um tempo considerável de tratamento até a estabilização dos quadros clínicos. Houve melhora da TS, mas os pacientes continuam precisando ser medicados periodicamente, a cada vez que retornam os sintomas guias.

 

O Teste de Desempenho Escolar foi aplicado nas crianças entre 7 e 14 anos: em 29 pacientes antes do tratamento homeopático e em 25 após 6 meses de tratamento. Dos alunos que responderam ao teste aplicado, apenas 4 tiveram um melhor desempenho após 6 meses de tratamento regular. Entretanto, a pequena melhora observada não pode ser atribuída ao tratamento homeopático, pois o desempenho escolar depende do contexto sócio-educativo em que se encontram os aprendentes. O desempenho escolar do aluno depende do ensino, das condições sócio-ambientais e da intelectualidade de cada um. Aparentemente o tratamento homeopático deu condições de saúde mais adequadas e melhor disposição para o aprendizado. Na aplicação do teste após 6 meses, notou-se uma maior motivação das crianças para realizar as provas do teste, inclusive mostrando interesse em fazer mesmo o que não sabiam. Este fato fica evidenciado na Tabela IV, em que apresentamos o resultado do tratamento homeopático no aprendizado, interesse na escola e atividades escolares em casa, segundo o relato das mães ou responsáveis pelas crianças.

 

Tabela IV – Distribuição dos pacientes de 6 a 18 anos em tratamento, segundo o tempo de tratamento X desempenho escolar/motivação para o estudo, segundo a observação e relato dos pais ou responsáveis, antes e após tratamento homeopático, durante o período de set/04 a mar/06.

 

 

G-I

TR

G-I

TI

G-II

TR

G-II

TI

G-III

TR

G-III

TI

TOTAL

 

 

%

%

%

%

%

%

N

%

Total de pacientes atendidos

 

34

 

100

 

17

 

100

 

21

 

100

 

11

 

100

 

5

 

100

 

 

3

 

100

 

91

 

100

Desempenho escolar deficiente

 

14

 

41

 

10

 

59

 

6

 

29

 

2

 

18

 

0

 

0

 

0

 

0

 

32

 

35

Melhora do desempenho escolar

 

9

 

64

 

7

 

70

 

4

 

67

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

20

 

63

                             

 

Podemos observar na Tabela IV que 63% dos alunos com desempenho escolar deficiente ou desmotivação para o estudo, melhoraram após o tratamento homeopático, segundo a avaliação dos pais ou responsáveis.

 

É interessante salientar que, conforme relatado acima, 46% dos pacientes apresentavam, inicialmente, dor de cabeça crônica (variando de 2 a 7 vezes/semana, associadas a rinite ou sinusite, ou mesmo enxaqueca clássica) e durante o tratamento 95% melhoraram do sintoma. Este resultado pode ser o responsável pela melhora do interesse e desempenho escolar, uma vez que o aprendizado fica muito comprometido na vigência desse tipo de sintoma. Além disso, a melhora na qualidade do sono, também pode ter contribuído para os resultados obtidos neste aspecto.

 

Outro fator relevante, era a alta incidência de pesadelos e ilusões/visões entre os pacientes de 7 a 14 anos, com remissão desses sintomas na totalidade deles. É interessante ressaltar que, apesar de continuarem no mesmo contexto sócio-familiar, esses sintomas melhoraram. Os pesadelos mais comuns eram com perseguições, mortos, assassinatos, cobras, fantasmas, demônios, monstros, todos elementos que fazem parte do cotidiano dessas crianças e adolescentes, que residem em uma das áreas mais violentas da cidade e onde existem várias correntes religiosas que desenvolvem trabalho junto a essa comunidade.

 

Houve melhora da hiperatividade, transtornos de déficit de atenção e do comportamento agressivo e anti-social em 80% das crianças na faixa etária de 7 a 14 anos.

 

Quanto à aplicação do Teste de Qualidade de Vida CHQ-PF50, das 215 crianças e adolescentes triados em 2004 e 2005, em 195 casos o teste foi preenchido pelos pais ou responsáveis. Apenas em 46 pacientes deste total, foram preenchidos 2 testes para comparação dos resultados; destes, 25 foram tratados e somente 15 tiveram os 2 testes preenchidos corretamente e de forma confiável; destes 50 % apresentaram melhora da qualidade de vida após 1 ano de tratamento.

 

5. Custo

O custo total do projeto foi de R$ 36.000,00, nos 18 meses, incluindo a contratação do médico, da auxiliar de sala (1 vez/semana) e os frascos para a dispensação dos medicamentos. Foram realizadas 1035 consultas a 210 pacientes, com custo médio de R$ 171,00 /paciente/ em 18 meses, resultando em R$ 9,50 /paciente/ mês ou R$ 0,31 /paciente/ dia, portanto um custo  70%  inferior ao custo do SUS de R$ 1,00 /paciente/ dia.

 

6. Comentários

Mesmo sendo alvo de programa sócio-educativo-cultural diferenciado, dentro da filosofia antroposófica de trabalho, incluindo estímulos à criatividade e sociabilidade, com utilização de terapias artísticas, e recebendo  alimentação natural, as crianças e adolescentes atendidos no período apresentavam inicialmente até 19 diagnósticos diferentes, de acordo com o CID-10, acrescidos de algumas dezenas de sintomas homeopáticos, caracterizando uma população muito doente física, emocional, mental e socialmente.

 

O trabalho realizado no período de 18 meses foi alentador no sentido de demonstrar que com poucos recursos, mas com atendimento médico de qualidade, é possível reduzir a morbidade de uma população econômica e socialmente carente e marginalizada. Entretanto, será necessário pelo menos mais um período de 18 meses de acompanhamento e tratamento dessa população, para consolidação das melhoras obtidas, o que está programado para acontecer. Chamou-nos a atenção o fato de que na faixa etária de 15 a 18 anos, houve uma taxa maior de abandono de tratamento do que nas faixas etárias inferiores, sinalizando que talvez nesta faixa etária os adolescentes da comunidade atendidos são deixados à própria sorte pelos pais, que não se interessam pelos seus problemas de saúde e não mais os acompanham às consultas. Seria preciso um estudo mais detalhado a respeito.

 

O número de faltosos às consultas agendadas foi elevado (24%), devido a esquecimento, falhas de comunicação, displicência ou por motivo de trabalho dos pais ou responsáveis. Nas consultas não agendadas, consideradas como intercorrências, foram incluídas também consultas rápidas de até 5 minutos, que poderiam ser consideradas como equivalentes às orientações telefônicas normais durante um tratamento homeopático. É interessante notar que, embora todos os pacientes tivessem acesso ao número do telefone do homeopata, muito poucos ligaram para receber orientação.

 

O teste de Qualidade de Vida[5] aplicado mostrou-se inadequado para a população estudada. A grande maioria dos testes foi respondida pelos pais ou responsáveis, que são analfabetos ou com baixo nível de escolaridade, ajudados pelos filhos ou pela atendente do ambulatório, que também apresentavam as mesmas limitações, em sua grande maioria sem supervisão técnica. Portanto, por falta de recursos humanos adequados sua utilização ficou prejudicada.

 

A economia obtida de recursos de saúde do SUS em parte não pode ser quantificada. Seriam necessários estudos mais detalhados e planejados para este fim. Entretanto, no período de atendimento à comunidade do JHA, apenas um paciente adulto foi internado, foram solicitados apenas dois exames complementares (Urina I) e somente cerca de 10 pacientes recorreram a UBS local ou PS da região nas intercorrências. Considerando que antes do início do tratamento, 42% dos pacientes apresentavam crises recorrentes de doenças de vias aéreas superiores e 38% de vias aéreas inferiores, o que demandava freqüentes atendimentos e internações nos serviços de saúde local e regional; pode-se concluir que a economia de recursos de saúde foi provavelmente considerável e o custo do tratamento homeopático é muitas vezes inferior ao custo do tratamento convencional. Considerando-se também a economia em gastos com exames complementares e medicamentos convencionais, a Homeopatia se impõe como uma alternativa terapêutica para uma medicina sustentável.

 

Comparando com MOREIRA NETO (1995), que encontrou viabilidade no atendimento homeopático no SUS, nossos dados levam a uma conclusão muito semelhante, confirmando sua tese de que “Homeopatia em Unidade Básica de Saúde (UBS): um espaço possível” é uma realidade.

 

7. Conclusões

A intervenção homeopática foi decisiva para diminuir as co-morbidades, as doenças crônicas, distúrbios de comportamento, indisposição para o aprendizado, distúrbios do sono e da imaginação dos pacientes atendidos no período.

 

A relação Custo  X  Benefício, embora não totalmente quantificável, fica evidente nos resultados obtidos. Ficou evidenciado que é possível a prática de uma medicina sustentável, com qualidade e com eficácia, com poucos recursos diagnósticos, poucos encaminhamentos, baixo custo, poucos exames complementares; é possível a prática uma Homeopatia não elitizada, com aderência ao tratamento e satisfação dos clientes. Ficou também demonstrada a possibilidade de praticar uma Homeopatia exclusivamente unicista e visando a totalidade sintomática, com tempo de consulta reduzido, apesar de demandar um número maior de consultas em alguns casos.

 

Com a utilização de apenas 31 medicamentos, em diversas potências, pode-se tratar todos os pacientes, os frascos de medicamento em glóbulos continuam semi-cheios, mesmo os mais utilizados, demonstrando que com poucos recursos medicamentos e com uma botica reduzida, praticamente composta apenas de policrestos, é possível obter resultados satisfatórios quando se pratica uma Homeopatia unicista.

 

Assim, podemos concluir que a Homeopatia é adequada à demanda da Saúde Pública, parecendo ser significativamente mais econômica, com maior resolutividade clínica dos problemas e agravos à saúde, demandando menos exames complementares e diminuindo internações e atendimentos de urgência em Pronto Socorro.

 

Apesar de existirem questionamentos metodológicos relativos ao tempo de consulta homeopática, pudemos observar que com consultas mais objetivas e menos demoradas, mas sem perda da qualidade e profundidade que os casos exigiram, os resultados clínicos foram muito satisfatórios.

 

A população estudada vive em área de risco social e ambiental, e, embora com tratamento diferencial pela ACMA, a adição da Homeopatia mostrou-se eficaz no incremento da qualidade de vida, na melhora clínica da totalidade sintomática na maioria dos pacientes, com melhora do interesse no aprendizado, na escola e no desempenho escolar, melhora na socialização, do comportamento agressivo de algumas crianças na família, nas vizinhanças e na própria chácara da ACMA.

 

Os resultados deste estudo demonstram a necessidade de um trabalho de cooperação e integração  entre as áreas programáticas da Saúde e Educação, uma vez que a saúde é condição necessária para o aprendizado, especialmente no ensino fundamental, e a educação, por sua vez, contribui de forma decisiva para a melhoria das condições de saúde das populações. A presença de um médico homeopata nas escolas poderá contribuir para a melhora do desempenho escolar dos alunos do ensino fundamental e médio, para o tratamento de Transtornos de Déficit de Atenção (TDA) com ou sem Hiperatividade (TDAH), dos Transtornos de Comportamento com ou sem agressividade, bem como contribuir para a diminuição do estresse docente, portanto, para a melhora da qualidade do ensino, o que será alvo de trabalho futuro, baseado nos resultados obtidos com o tratamento dos monitores do Jardim Horizonte Azul.

 

8. ANEXOS

8.1 Anexo I

Histórico da Associação Comunitária Monte Azul (ACMA)

A Associação Comunitária Monte Azul, entidade sem fins lucrativos, com orientação ideológica antroposófica, iniciou suas atividades em 1979, a partir do trabalho iniciado pela pedagoga alemã Ute Craemer, em 1976, com o atendimento (escola e ambulatório médico) da comunidade da favela Monte Azul, localizada na região sul da cidade de São Paulo. Em 1983, iniciaram o atendimento de mais duas comunidades, também na zona sul da cidade: Favela Peinha e Jardim Horizonte Azul, também com escolas e ambulatórios médicos. Atualmente, além do trabalho em equipamentos próprios, é parceira da Secretaria Municipal da Saúde no PSF, em 12 UBSs da região, com mais de 50 equipes de trabalho.

 

A ACMA é mantida por associados alemães e brasileiros, que contribuem mensalmente, pela Associação Beneficente Tobias, por recursos de projetos específicos e por empresas que contribuem de forma regular ou esporádica.

 

Trabalho desenvolvido pela ACMA no Jardim Horizonte Azul (JHA)

O Jardim Horizonte Azul está localizado na área de mananciais, circundando a Represa Guarapiranga que abastece a região sudoeste da cidade. Caracteriza-se por uma população, de cerca de 11.650 mil pessoas, composta, em sua grande maioria, de migrantes nordestinos ou descendentes, com renda familiar média de dois salários mínimos; as famílias são formadas em sua maioria pelos pais e por mais de 3 filhos, além de agregados, uma grande parte tendo somente a mãe como arrimo, portanto ausente da vida diária dos filhos, que freqüentam as escolas públicas locais, que não atendem à demanda.

 

As moradias existentes no bairro são bastante precárias, de alvenaria ou barracos, em áreas de risco e sujeitas a enchentes, deslizamentos e desabamentos, sem rede de esgoto e com rede elétrica insuficiente. As condições de segurança são inexistentes, não há posto policial ou hospital próximo e a UBS local não consegue atender a demanda. É uma região com alto índice de criminalidade, uma das mais violentas do município (pertence ao Distrito do Jardim Ângela com cerca de 300.000 habitantes), onde as crianças convivem no seu cotidiano com tiroteios,  homicídios na porta de casa e todo tipo de violência: sexual, doméstica, vizinhos, escola etc.

 

A ACMA, no Jardim Horizonte Azul, atende de 2ª a 6ª feira, das 7 às 17 horas, durante onze meses/ano, a crianças de adolescentes de 0 a 18 anos, distribuídos em cinco antigas chácaras, que foram sendo adquiridas progressivamente, além de um Parque Ecológico que está aguardando recursos para desenvolvimento de uma Escola Ecológica. As 5 chácaras são ocupadas como segue:

1. Horta cultivada dentro dos princípios antroposóficos de agricultura biodinâmica, que fornece verduras e legumes para a alimentação das crianças assistidas e funcionários;

2.  Galpão de coleta e separação seletiva de lixo

3. Creche (berçário, maternal I e II) que atende crianças de 0 a 2 anos, com cozinha própria.

4. Pré-escola (jardim I e II) que atende crianças de 2 a 5 anos, com cozinha própria.

5. Núcleo sócio-educativo com crianças de 6 anos (período integral), de 7 a 14 anos (meio período) e jovens de 15 a 18 anos (meio período). Neste local, a maior das antigas chácaras, existem os seguintes espaços distribuídos pela área totalmente cercada: salão (espaço cultural), bazar (brechó),  oficina de bonecas, oficina de marcenaria, marcenaria (produção), cozinha, biblioteca, salas de aula, sala de pintura, quadra esportiva, alojamento dos voluntários estrangeiros, administração e coordenação, almoxarifado, ambulatório médico com banco de leite materno, consultório odontológico etc. Além de alimentação (almoço e lanche), são desenvolvidas várias atividades pedagógicas, esportivas e culturais com os atendidos: culinária, pintura, desenho, dança, teatro, jogos, música, trabalhos manuais etc., além de atividades extra-curriculares nos finais de semana.

 

Cada faixa etária tem um coordenador, responsável pelos monitores que acompanham as crianças e adolescentes em suas atividades diárias. A ACMA do Jardim Horizonte Azul conta com vários funcionários que dão suporte às atividades e um Coordenador Geral de todas as chácaras.

 

O Núcleo sócio-educativo recebe estagiários / voluntários estrangeiros que prestam trabalho comunitário voluntário por um período de 12 meses e retornam ao seu país de origem. Também são desenvolvidos no JHA alguns projetos com recursos específicos: Projeto Mãe Querida (2003-04 - UNICEF) e Nutrindo um Novo Horizonte (2005-07 - PEPSICO), ambos de estímulo ao aleitamento materno.

 

8.2 Ficha Clínica

Identificação            Data:                                     Nº Inscrição:

Nome:                                                                                               Sexo:      

Data de Nascimento:                        Idade:                      Local:

Nome do Responsável:          

End:                                                                                                 CEP:

Telefones:

Desde quando freqüenta a Associação:                           Série Escolar: 1ºGrau  _____     2ºGrau    _____                                                        

Quantos irmãos?                                                Número na família:

Procedência: PAI -                                                          Tempo em SP:

                   MÃE -                                                          Tempo em SP:

Procedência dos avós maternos:

Procedência dos avós paternos:

Pessoas que moram na casa:

Atividade na Associação:    Pré Escola       EGJ        Marcenaria       Agente Jovem  

Monitor:                                                                              Horário:

Observações:

Ficha Clínica

História Clínica Atual:                      Peso:                             Altura:

 

 

 

 

 

Antecedentes Pessoais:

 

Antecedentes Familiares:

 

Observações do Monitor:

 

Prioridades:

I –   Clínica                           I -  Psico-comportamental      

II –  Clínica                          II -  Psico-comportamental     

III – Clínica                          III -  Psico-comportamental    

 

8.3 Anexo 3

 

Tabela 1. Distribuição das crianças e adolescentes atendidos pela ACMA no JHA, em São Paulo, segundo faixa etária e ano de atendimento.

 

Faixa Etária

2004

2005

2006

Obs

0 - 5a  e 11 m

150

150

150

período integral

6  -  6a e 11 m (*)

33

32

33

período integral

7   -  14 a (*)

170

160

150

4 hs/dia

15 – 18 a (*)

55

55

55

4hs/dia

População alvo

258

242

238

 

total

408

397

388

 

(*) população alvo de tratamento homeopático durante o período de 18 meses

 

Tabela 2 – Distribuição do total de pacientes tratados, segundo Sexo X Faixa Etária, no período de set/04 a mar/06.

 

Faixa Etária

Masc.

%

Fem.

%

Total

%

< 6 anos

6

46

7

54

13

100

6  -  6 a e 11 m

4

67

2

33

6

100

7   -  14 a

47

41

67

59

114

100

15 – 18 a

10

48

11

52

21

100

> 18 anos *

13

25

42

76

56

100

Total

80

39

129

62

210

100

* Funcionários, monitores, pais, amigos do bairro e estagiários estrangeiros.

 

Tabela 3 – Distribuição do total de crianças e adolescentes de 6 a 18 anos em tratamento no período de Set/2004 a Mar/2006, segundo Tempo de Tratamento X Número de Consultas

 

 

Grupo

 

Tratamento

regular

Tratamento irregular

Abandono após uma consulta

Abandono após 2 ou + consultas

 

Total

 

 

 

Nº Pac.

Cons.

Pac.

Cons.

Pac.

Cons.

Pac.

Cons

Pac.

Cons.

G I

34

310

17

97

11

11

18

48

80

466

G II

21

148

11

68

6

6

6

17

44

239

G III

5

23

3

8

6

6

3

7

17

44

Total

60

481

31

173

23

23

27

72

141

749

Média

cons/pac.

8,0

5,6

1,0

2,6

5,3 cons/pac.

 

Tabela 4 – Distribuição das crianças e adolescentes de 6 a 18 anos atendidos no período de Set/2004 a Mar/2006, segundo Tempo de Tratamento X Sexo X Faixa Etária

 

Grupo

6 a 7 anos|

7 a 14 anos|

15 a 18 anos

Total

Total

 

M

F

M

F

M

F

M

F

M+F

G I

1

2

24

37

6

9

31

48

79

G II

2

0

17

22

2

2

21

24

45

G III

1

0

6

8

2

0

9

8

17

Total

4

2

47

67

10

11

61

80

141

 

Tabela 5 – Distribuição do número de consultas agendadas, segundo por Ano X Faltosos X Consultas Eventuais/Intercorrências, no período de set/04 a mar/06.

 

 

ANO

Consultas

Agendadas

 

Compareci-

mentos

Faltosos

 

Eventuais /

Intercorrências

Total

%

%

%

%

%

 

2004

12 sem.

172

100

140

81,3

32

18,7

61

30,3

201

100

2005

38 sem.

561

100

450

80,2

111

19,8

158

26,0

608

100

2006

9 sem.

184

100

138

75,0

46

25,0

88

39,0

226

100

Total

917

100

728

79,3

196

20,7

307

30,0

1035*

100

*Este  número de consultas inclui as consultas aos adultos e às crianças menores de 6 anos.

 

Tabela 6 -  Distribuição do número de Testes de Desempenho Escolar aplicados a crianças de 7 a 14 anos, em mar e out de 2005.

 

Crianças de 7 a 14 a.

 

Inicial

Após 6 meses

Total de testes aplicados

Em tratamento regular

13

10

23

Em tratamento irregular

8

7

15

Sem tratamento

8

8

16

total

29

25

54

* resultados do teste em trabalho específico

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CESAR, AT – O medicamento homeopático nos serviços de saúde, Rev. Hom., 2001, vol 66, nº 1: 33-50.

MOREIRA NETO, G. – Homeopatia em unidade básica de saúde (UBS): um espaço possível, Rev. Hom., 2001, Vol 66, nº1: 4-26.

PINHEIRO, D. - Contribuição à história da homeopatia em São Paulo, Rev. Hom, 2000, vol 65, nº 2: 35-54.

SILVA, JBT; SPOSATI, MC; CARLOVICH FILHO, J.; CUDIZIO FILHO, O. – Atendimento homeopático no Centro de Saúde da Barra funda – SP: uma contribuição à Atenção Primária à Saúde, Rev.Hom., 1989, 126-130.

STEIN, LM -Teste de desempenho escolar: manual para aplicação e interpretação. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria e Editora, 1994.

 

 


[1] Médica Homeopata, autora principal do trabalho, responsável pelos atendimentos homeopáticos no JHA, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutoranda do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.

[2] Psicopedagoga, mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria pela EPM/UNIFESP, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutoranda do Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP, responsável pela aplicação e avaliação do Teste de Desempenho Escolar..

[3] Médico Homeopata, Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.

[4] Médicos homeopatas, membros do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP) e que colaboraram na análise dos dados.

[5] O teste utilizado foi o único disponível e validado para a língua portuguesa.